domingo, 26 de dezembro de 2010

De repente sinto falta....


Sinto falta das coisas que perdi.
Do lugar onde eu nasci, do colégio em que estudei, amigos vão sem se despedir.
Sinta falta dos bons momentos que não poderei reviver.
Sinto saudade do tempo que passou e que não voltará mais.
Das pessoas que o tempo me levou, das amizades que foram desfeitas, das risadas que foram dadas.
Sinto falta dos sonhos sonhados que hoje em dia se tornaram desilusões.
Sinto falta inclusive de quem eu era, contraditório ou não, é como se hoje em dia eu não fosse a mesma pessoa daquele tempo.
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades.
Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive, mas quis muito ter!
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro.

"De repente a gente vê que perdeu, ou está perdendo alguma coisa,
é o presente morno e ingênuo que vai ficando no caminho."

domingo, 12 de dezembro de 2010

'' Quando me amei de verdade....

Compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é... Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribuiu para meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável. Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse pra baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é... Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes. Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando coloca a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é... Saber viver!!!"
                                                                            By: Charles Chaplin


domingo, 28 de novembro de 2010

#Eu tenho Fé na força do silêncio.....



Assim dizia Humberto Gessinger.
Pode ser que ele esteja certo,
o silêncio é tão importante quanto o exercício da palavra.
As vezes o silêncio é a melhor maneira de expressar o que se está sentido...
O silêncio pode muito bem expressar um grito de dor da alma, que clama desesperadamente
por uma companhia, que lhe dê apenas uma palavra de conforto.
Pode também expressar um momento de isolamento. 
As vezes, simplesmente queremos ficar sozinho,
ter um momento para poder escutar os próprios pensamentos...
E porque não dizer que o silêncio é um paradoxo?
Hora pode expressar tudo, hora pode não significar nada. 

Portanto, é preciso parar, ouvir e sentir o que aquele que grita em silêncio quer dizer.

Aprender a escutar o silêncio de uma pessoa é a melhor maneira de conhece-lá...
                                                                                                 
                                                                                                            Por: kennedy' sena
     

Somewhere I Belong/   Linkin Park 

Composição: Mike Shinoda e Chester Bennington

#Algum lugar que eu pertença


(Quando isto começou)
Eu não tinha nada a dizer
E eu me perdi no nada dentro de mim
(Eu estava confuso)
E eu deixo tudo isso sair para descobrir
Que eu não sou a única pessoa com essas coisas na mente
(Dentro de mim)
Mas todo o vazio que as palavras revelaram
É a única coisa real que me resta para sentir
(Nada a perder)
Simplesmente preso-vazio e sozinho
E a culpa é minha, e a culpa é minha

Eu quero me curar, quero sentir o que eu achei que nunca fosse real
Eu quero livrar da dor que eu segurei por tanto tempo
(Apagar toda a dor até que ela se acabe)
Eu quero me curar, eu quero sentir como se estivesse perto de algo real
Eu quero achar algo que eu quero desde o começo
Algum lugar que eu pertença

E eu não tinha nada a dizer
Eu não acredito que não caí na real
(Eu estava confuso)
Olhando para todo lugar só para encontrar
Este não é o jeito que eu imaginei na minha mente
(Então o que eu sou)
O que eu tenho além de negatividade
Porque não posso justificar a forma que todo mundo está olhando para mim
(Nada a perder)
Nada a ganhar - vazio e sozinho
E a culpa é minha, e a culpa é minha

Eu nunca saberei até que eu faça isto sozinho
E eu nunca vou sentir mais nada até que minhas feridas estejam curadas
Eu nunca serei nada até que eu me separe de mim
Eu me separarei
Eu vou me encontrar hoje

Eu quero me curar, eu quero sentir como se eu estivesse em algum lugar que eu pertença
Eu quero me curar, eu quero sentir como se eu estivesse em algum lugar que eu pertença
Algum lugar que eu pertença

sábado, 27 de novembro de 2010

Escolhas de uma vida

A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".
Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.
Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção, estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".
Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.
As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...
Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.
Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o autoconhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.
Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto. Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.
Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!
                                                                  (Pedro Bial)

Solidão de Verdade...


Solidão de verdade, não é está literalmente sozinho.
Solidão de verdade é estar meio a uma multidão e ainda assim se sentir sozinho, sentir que nenhum coração pode tocar ao seu, perceber que todos sorriem ao seu redor, mas ainda assim, você não vê motivos para isso, pois a felicidade dos outros já não o deixa feliz.
Solidão de verdade, é enxergar que todos estão ali, mas ainda assim você sente que o mundo lhe deu as costas, que seu terreno agora é volúvel demais para tocá-lo um passo à frente.
Solidão de verdade, é olhar para o passado e querer esquecê-lo, pois o que existe lá é doloroso demais para ser lembrado, é viver o presente e querer abandoná-lo, pois você sente que ninguém mais o quer acompanhar, é pensar no futuro e não desejá-lo, pois o  medo que agora existe em você, já o tomou o suficiente para temer  tudo aquilo que está além do que seus olhos possam ver.
Solidão de verdade,
é não está sozinho e sentir-se sozinho,
é ver sorrisos nos rostos e querer chorar,
é ver tudo mudando e querer ficar ali, parado,
esperando por algo que não se sabe ao certo o que é,
é tudo aquilo que você não quer sentir quando ver a vida passar.
Peço desculpas aos meus amigos pelo o que aqui escrevo, mas este sentimento que me consome não é exatamente aquilo que desejo, mas ele insiste em me dominar enquanto eu luto desesperadamente para ignorá-lo.
Mas mesmo que este me domine, ainda luto para que sejas efémero, pois sei que ainda não está tão distante aquilo que ainda me fará sorrir.
Não quero mais estar sozinho.







                                                                          Por:  kennedy' sena