quarta-feira, 20 de julho de 2011

Silêncio em overdose


Volta e meia eu paro e me pego pensando no nada,
reflexões sobre a  minha vida norteia a minha cabeça,
começo a notar então que, já não entendo este meu fascínio pelo silêncio,
resultado insano de vários sentimentos?
Ou será talvez, o silêncio um sentimento?
Dúvidas, questionamentos e mais dúvidas.
Minha cabeça já não suporta mais tantos pensamentos,
é ai então que de repente eu, silencio,
por um segundo sinto uma paz inexplicável pairando sobre todo o meu corpo,
mas é só isso, um segundo.
É com o silêncio então que cai sobre mim um bombardeio,
um bilhão de sensações,
um turbilhão de sentimentos,
uma torrente de desejos passam por mim.
Eu sonho, esqueço os problemas
e volto a pensar neles de novo,
lembro-me do passado, penso no futuro
e os esqueço novamente,
lembro que já tenho quem eu quero comigo,
que não vale a pena pensar no que não me é útil,
que a fé é o que te torna mais forte,
que o hoje deve ser vivido inconsequentemente,
que a vida, é uma odisseia sem fim.
Chega então a overdose, a cabeça está no seu limite,
e é então que você acorda para o mundo,
e,
poker face,
lá estou,
no mesmo quarto,
em frente ao mesmo computador,
ouvindo as mesmas músicas e pensando nas mesmas coisas.
Percebo que o silêncio é eloquente, oportuno,
e se os fatos valem mais do que as palavras,
eu passo a gostar ainda mais do silêncio.
                                                            Por: Kennedy’ Sena