segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sem sentido algum


Quando vejo fotos, sei lá,
acho que um sentimento nostálgico me consome,
é algo que perturba estranhamente a minha massa cinzenta,
é tão intenso, que o reencontro com as lembranças daquilo que outrora vivi
não é o suficiente para aquilo que agora me devora desista de mim.
Passo a partilhar então de um certo ceticismo imediato,
preciso de provas para acreditar em todos os relances, todos os fatos
e entender tudo que já aconteceu,
até o que deveria ser esquecido, reivindica ser lembrado.
Lembro-me de cada lágrima, cada sorriso, cada amigo sincero, cada “amizade” desfeita, cada tombo, cada conquista, cada romance, tudo aquilo que me fez bem e até o que me fez mal,
cada uma dessas lembranças vem até mim.
De uma coisa então passo a ter certeza. Tudo isso me pertenceu um dia, mas agora o tempo já passou, as coisas
mudaram e as pessoas já demonstram não serem mais as mesmas.
Deveria ficar triste por isso.
Só deveria, mas não fico, não me permito, simplesmente porque eu recordo
que tudo isso é meu passado, há muito que vale ser lembrado, mas a partir de agora existirão outros sonhos, outros momentos, outros lugares e se preciso for também serão outras pessoas, mas aqueles que nos permitem chamar de amigos ainda serão os mesmos, e nisso tudo percebo que ainda possuo motivos para sorrir.
O porquê de tudo isso?
Simplesmente porque vi fotografias.
Coisas simples e não menos importantes nunca podem ser esquecidas.




                                                                                      Por: Kennedy' sena

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